(Crónicas dos alunos) Setembro de 2009

30 outubro 2017


Setembro de 2009, acordo, feliz...a minha mãe chama-me para eu me despachar  e que as roupas já estavam na minha cama. Sabia lá eu que os dias intermináveis estavam a chegar...despachado, chego perto da minha mãe e, com a inocência de um rapazinho de 6 anos, pergunto o que íamos fazer, e ela, com a sua pressa, responde-me que íamos comprar o meu material escolar. Eu estava feliz por finalmente ter o meu própio material, mas estava, ao mesmo tempo, com receio, porque via os meus irmãos sempre agarrados aos seus materiais escolares, com uma cara aborrecida.

No dia anterior às aulas se iniciarem, lá estava a minha mãe a tentar mentalizar-me de que as aulas estavam a começar e teria de deixar as brincadeiras de lado para me concentrar nos estudos. Eu estava louco pelo dia seguinte. Até que o dito e temido chegou. 7 horas da manhã, a minha mãe a colocar as roupas na cama, para me acordar, com o pequeno-almoço tomado, saímos de casa. Chegando à escola, entro na sala, conheço os alunos e a professora que, com uma cara feliz, no-la apresenta..

Tem sido sempre assim, 8 anos depois, sempre a fazer amigos novos, a conhecer escolas, funcionários e professores novos.

Mas confesso que neste momento gostava de ter os meus 6 anos de volta.

                                                                                                                 
                                                                                                           Tomás Zeferino, 9ºD

Exemplificar ou a arte de confundir

11 outubro 2017
A colocação dos pronomes em adjacência verbal, embora seja uma designação que por si só já mete medo, não tem segredos para os meus alunos, ainda assim,  fiz uma breve revisãozita, não fosse alguma dúvida escapar e sentir que não tinha cumprido o meu dever. Então vá de dar exemplos. Ora quando se toca a exemplos, o João é sempre o nome que se destaca nas frases que crio. Nas minhas e nas de 99% dos professores de Português. Desta vez, e porque sou pela inovação, deixei o João em paz e na pastelaria o bolo que o ponho a comer  e chamei o David.
- Então quero que me substituam o Complemento Directo em: Faz o trabalho, David! - e vá de escrever a frase no quadro, com toda a destreza que me é natural.
Aqui e ali um faze-o, que me fez revirar os olhos, mas a maioria lá chegou ao que era pretendido. Prossegui e mais um exemplo. 
- Então, reparem agora nesta frase: David, não faças o trabalho!- dizia eu - e tornem a substituir o mesmo complemento.
Antes mesmo de terminar, já se ouvia:
- Agora já estou baralhado! 
Era o David, o verdadeiro,  que leva as coisas a sério e há uns dois anos atrás também andava baralhado em relação ao pato que serviam na cantina, que era frango, desconfiava ele. 

O papel de um verdadeiro(a) Director(a) de Turma

03 outubro 2017

Um petiz com mais de 1m75cm começou a faltar sem qualquer justificação, o que deve fazer a Directora de Turma?
Dirão que é minha obrigação informar o(a) Encarregado(a) de Educação.
E eu, professora, já de caneta vermelha em riste e um trejeitosinho de irritação, aponto: resposta incompleta.
 -Sabe, é que eu vi-o fora da escola...
- E não o foi buscar??
Isto é o que deve fazer o(a) Director(a) de Turma. Deixar as outras dezenas de petizes e, qual Salvador (a), ir buscar a ovelha tresmalhada do conhecimento e trazê-la para o seio do erudito rebanho, de onde se perdeu.